O que é o ritmo circadiano e que influência tem na nossa saúde?

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ritmo circadianoOutubro trouxe uma boa notícia. O Prémio Nobel da Medicina foi ganho pelos cientistas que descobriram o mecanismo que controla o relógio biológico interno ou ritmo circadiano: Jeffrey Hall, Michael Rosbash e Michael Young.

Os três norte-americanos identificaram os genes que regulam esse relógio e o mecanismo que o sincroniza com a luz. Para esta descoberta foram necessários vários anos de investigação sobre o fenómeno da sincronização biológica.

Mas, para além desta boa noticia, o que verdadeiramente queremos saber é que influência tem na nossa saúde este ritmo circadiano. Ou dito de outra forma, o que acontece quando há um descontrolo desse relógio biológico.

O ritmo circadiano ou relógio biológico interno é basicamente a sincronização do corpo com a rotação da Terra. Dito de outra forma, é uma espécie de relógio natural que faz com que despertemos quando é de dia e que durmamos quando é de noite. Não literalmente, apenas do ponto de vista bioquímico e fisiológico. Assim, por exemplo, ao amanhecer produzimos mais hormonas de um tipo do que outro, e a mesma coisa acontece ao anoitecer.

Conhecido como “cronodisrupção“, o desajuste no relógio biológico interno que acontece por exemplo quando trabalhamos de noite, está associado ao aumento do risco de desenvolvimento de certas doenças. Entre elas estão a diabetes, o cancro, doenças neuro-degenerativas, depressão, alterações do sono, trastorno bipolar, obesidade e doenças cardiovasculares.

Já há dez anos atrás a Organização Mundial de Saúde (OMS) tinha levantado o alerta indicando que a ruptura do ritmo circadiano era um factor “possivelmente cancerígeno”.

No entanto, o sinal mais evidente de um descontrole do relógio biológico interno são os transtornos do sono, que por parecerem menos importantes não são “levados a sério” e lentamente vão deteriorando a nossa saúde física e mental.

Sabendo isto, é fácil deduzir que uma forma de evitar a cronodisrupção e de prevenir toda uma série de patologias associadas, é mantendo uma boa rotina de sono. Até parece fácil, mas na realidade não é.

Por essa razão, a primeira coisa que deve ser feita quando há uma suspeita do nosso relógio biológico estar desajustado, é medir o seu comportamento. Isso é feito por um especialista e revela os nossos níveis de secreção de melatonina, tensão arterial e temperatura corporal periférica.

Se tiver um descontrolo no ritmo circadiano, provavelmente irão administrar-lhe melatonina. Mas também é necessário alterar os hábitos de sono, e sobretudo expor-se à luz.

Isto enquanto esperamos que os avanços científicos derivados da descoberta dos vencedores do Premio Nobel nos indiquem algo diferente. Isso porque as suas investigações deverão ser o ponto de partida para a descoberta de novas terapias, como por exemplo a cronoterapia, que nos indica qual é o melhor momento para tomar uma determinada medicação.

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