O desemprego aumenta os riscos de ataque cardíaco

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ataque cardiacoO facto de não ter trabalho interfere imenso com a nossa vida, não só a nível económico e familiar como também a nível de saúde. De acordo com um estudo publicado em Archives of Internal Medicine, estar desempregado pode realmente aumentar o risco de sofrer um ataque cardíaco. Mais concretamente este estudo afirma que o desemprego, o corte de postos de trabalho ou estar por períodos curtos sem trabalhar, poderá estar associado a um maior risco de enfarte do miocárdio.

Ter trabalho é cada vez mais um problema, especialmente em Portugal, onde o número de desempregado não pára de aumentar. Já se suspeitava que a instabilidade laboral não fazia nada bem à saúde, mas ainda eram poucos os dados existentes sobre o efeito acumulativo das perdas múltiplas de emprego e os riscos de problemas cardíacos.

A equipa de investigação liderada por Matthew E. Dupre, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, chegou a essa conclusão após examinar as associações entre o desemprego e o risco de enfarte num grupo com 13.451 adultos norte-americanos, com idades entre os 51 e os 75 anos.

 

Instabilidade laboral

Os resultados demonstraram que, tanto o desemprego como a instabilidade laboral, aumentavam os riscos de um evento cardiovascular. Embora o risco de sofrer um enfarte fosse mais significativo durante o primeiro ano após a perda de emprego, a situação de desemprego, o número acumulado de perdas de trabalho e o tempo acumulado no desemprego, estavam associados de forma independente a um maior risco de enfarte», acrescentam os autores do estudo.

Num comentário que acompanha o estudo, William T. Gallo, da Universidade de New York City (EUA), afirma que «o estudo de Dupre apresenta provas contundentes para investigar porquê e como a situação socioeconómica, como a perda de emprego, influencia a saúde».

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