As perigosas garrafas de plástico

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plásticoO uso de plástico nas suas várias formas há muito que se tornou uma parte incontornável das nossas vidas. Qualquer coisa que nos rodeia contém um pouco de plástico, como por exemplo as “inofensivas” garrafas de água. Mas apesar de termos consciência dos danos que este pode causar, por que razão é que o continuamos a usar tanto? A resposta mais provável é que o plástico acaba por ser um material fácil de usar, para além disso dos seus custos de fabrico serem reduzidos.

Quando compramos uma garrafa de água mineral acabamos por a reutilizar muitas vezes e durante imenso tempo. Assim podemos aproveitar e beber a nossa água comodamente e em qualquer local. Por alguns cêntimos podemos ter água fresca em poucos segundos. Quando compramos uma garrafa de água pensamos que estamos a beber água potável e 100% segura, mas a realidade acaba por ser um pouco diferente.

A principal preocupação reside no plástico da garrafa. Para o seu fabrico são utilizados uma série de produtos químicos que se podem misturar com a água quando a garrafa fica guardada durante muito tempo e exposta a altas temperaturas. Embora o prazo de validade destas garrafas seja normalmente de dois anos (no máximo), os especialistas garantem que isso não é verdade. Existe uma toxina chamada antimónio, muito utilizada no fabrico de um tipo de plástico conhecido por ser o mais seguro para a produção de embalagens de água mineral mas que tem um grande potencial para se misturar com a água.

No entanto, também existem outros produtos químicos que podem ser utilizados no fabrico das garrafas de plástico que pode até podem provocar desequilíbrios hormonais quando ingeridos em grandes quantidades.

Por exemplo, o bisfenol A (BPA) pode provocar problemas hormonais e ser perigoso para a saúde, mesmo perante uma exposição baixa, concluiu um estudo do programa nacional de toxicologia dos Estados Unidos. Trata-se de um produto químico utilizado no fabrico de garrafas, biberões e CD que tem provocado controvérsia entre os que defendem a sua proibição e os que minimizam os seus efeitos.

O relatório preliminar do National Toxicology Program (NTP) tem por base uma experiência com 500 ratos que foram alimentados ou injectados com doses baixas de bisfenol A. O químico provocou alterações de comportamento, puberdade precoce, problemas no aparelho urinário e tumores (cancro da próstata e da mama). A equipa que está a desenvolver o estudo salienta que, embora ainda não sejam definitivos, “os dados não podem ser ignorados”.

O bisfenol é um composto tão comum que foi detectado na urina de 93% da população com mais de seis anos dos EUA. “Está em toda a parte”, disseram os investigadores, salientando que “os possíveis riscos para a saúde podem vir do contacto com a comida ou a bebida, já que está presente em garrafas e embalagens de plástico”.

Não é a primeira vez que surge o alerta sobre o perigo deste produto químico no fabrico de embalagens de plástico, não só para o meio ambiente como para a saúde pública. As autoridades portuguesas, nomeadamente a Comissão de Segurança de Serviços e Bens de Consumo e a Direcção-Geral de Saúde, têm acompanhado os estudos sobre o bisfenol, sobretudo os da UE. Mas ainda não sentira necessidade de proibir a utilização deste químico.

Um dos estudos baseou-se na recolha de amostras de biberões e chegou a conclusões idênticas às do NTP. O trabalho “Biberões Tóxicos”, publicado pelo Environment Califórnia Research and Policy Center, revelou que mesmo em pequenas quantidades, o bisfenol A pode provocar doenças como o cancro da mama, a obesidade, o aumento da próstata, os diabetes, a hiperactividade, as alterações do sistema imunitário, a infertilidade e a puberdade precoce.

O que há de novo no trabalho do programa nacional de toxicologia norte-americano é que este envolve cientistas das principais autoridades públicas norte-americanas em matéria do medicamento e da alimentação: a Food and Drug Administration (FDA), o Center for Diseases Control and Prevention e institutos de saúde públicos.

Por todas estas razões, não devemos reutilizar as garrafas de plástico durante muito tempo e muitas vezes.

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